sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Oficina

Hoje começando mais uma oficina de audio-visual com o professor Rafael Matos.Então vamos a tona aos trabalhos.

sexta-feira, 3 de julho de 2015


Origem

O Festival teve sua origem no I Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha, que mostrou a seus organizadores a necessidade de expandir a cultura do Vale. Desde então, procurou-se realizar o evento anualmente, e a cada edição uma das cidades da região é escolhida como Capital Cultural do Vale do Jequitinhonha. O evento já revelou grandes talentos da música popular, entre eles, Paulinho Pedra Azul e Rubinho do Vale, sem perder de vista sua proposta principal: atuar política e culturalmente para transformar a realidade das cidades e do povo do Jequitinhonha.



O Festivale

Resgatar e preservar a cultura local, colaborar para as ações de desenvolvimento socioeconômico da região, proporcionar o encontro de agentes culturais, ONGs, movimentos sociais e admiradores da cultura popular de todo o estado. O maior evento artístico do Jequitinhonha é, sobretudo, o local de encontro do artesanato, da literatura, do teatro, das danças tradicionais, da viola e da música regional.
O Festivale é a oportunidade para a troca de experiências, para o debate que contribui para o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha e de sua gente. Em 2015, dando sequência ao caráter itinerante do evento, será realizado na cidade de Salto da Divisa, em parceria com a Prefeitura Municipal, de 26 de julho a 01 de agosto.


                                            Primeiro Festivale

Tudo começou em 1980. Desde então, o Festivale — Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha — reúne anualmente artistas, cantadores, atores, folcloristas e inúmeros apreciadores da cultura para uma grande festa popular. São feiras de artesanato e folclore, cursos, oficinas de teatro, artes plásticas, regadas com muita música, teatro e dança.
O Festivale foi idealizado no final dos anos 70, com o objetivo de manter e preservar a cultura do Vale do Jequitinhonha, através do jornal Geraes, criado em março de 1978 por jovens universitários residentes em Belo Horizonte, “filhos do Vale”, e integrados ao movimento estudantil, que incluíam Aurélio Silby, Carlos Figueiredo, George Abner e Tadeu Martins. A proposta colocada pelo jornal era: “dar voz e vez aos trabalhadores da região e mostrar o homem do Vale, suas realizações, seus sonhos e sua luta por melhores condições de vida”. Isso levantou a discussão política e cultural no Vale.
Tadeu Martins, um dos idealizadores do Festivale, conta um pouco sobre o início do movimento: “Em novembro de 1979, o jornal promoveu o ‘1º Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha'. Eram 22 compositores de 15 cidades da região, que nunca tinham se encontrado para mostrar suas canções. O evento deu tão certo que, em pouco tempo, virou o Festivale, para ser a reunião anual de todas as manifestações culturais da região: músicos, poetas, artesãos, congadeiros, foliões, batuqueiros, escritores, repentistas, cantadores e contadores de ‘causos', escrevendo juntos A vida do Vale em verso e viola.” Segundo Tadeu “é preciso que o Vale se conheça. Só quem conhece, gosta. Só quem gosta, defende. Só quem defende, divulga. E é divulgando que defendemos, porque gostamos e conhecemos, e assim vamos ajudar a desenvolver o Vale do Jequitinhonha.”
Esse encontro foi tão importante que, no momento seguinte, com grande êxito, os participantes percorreram cidades mineiras apresentando um show, cujo cartaz causou grande polêmica ao exibir fotos 3x4 dos participantes sob o título de Procurados, à maneira de como a polícia, em plena ditadura militar, tratava os revolucionários obrigados a viver na clandestinidade.
Hoje, a falta de incentivos em termos de recursos e o premeditado silêncio dos monopólios dos meios de comunicação encerram outro tipo de perseguição, mais sofisticada e cruel, às manifestações artísticas do povo, fechando as portas para os verdadeiros divulgadores da melhor literatura e arte.

O CRESCIMENTO DO FESTIVALE
Inicialmente foi um festival de música, onde cantores e compositores, até então desconhecidos, puderam mostrar seus trabalhos, revelando ao povo brasileiro grandes talentos, como Paulinho Pedra Azul, Tadeu Franco, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Pereira da Viola e tantos outros.
Nos anos seguintes, o festival de música foi se abrindo a outras formas de cultura. As feiras de artesanato se fizeram acompanhar das mais diferentes manifestações folclóricas da região, guardiãs das histórias vivas do povo. Em seguida, passa a contar com equipamentos e cursos para trabalhadores rurais. E assim, veio também a “noite literária”, um concurso de poesias de autores do Vale. Num dado momento, o festival obteve de tal forma as simpatias e o apoio do povo da região, que chegou a contar com mais de cinco mil participantes, como no festival de Medina.
A cada ano o evento ocorre em uma das 85 cidades que compõem o Vale, e já percorreu 17 dessas cidades, revelando grandes talentos, muitos deles já compondo o elenco de personalidades da literatura e da arte brasileira, cantando a vida do povo, suas dificuldades e suas conquistas.

INSTRUMENTO DE RESISTÊNCIA
Distante da capital, com uma população que tem origem entre os camponeses, a região, como tributária de toda opressão das metrópoles, faz preponderar um folclore legado de geração a geração, com raízes fortes e profundas. Apesar do alcance da cultura urbana pelos meios de comunicação de massa, as tradições e o folclore teimam em se manter vivos, mesmo nas cidades. Isso pode ser observado nas diversas músicas de domínio público que os intérpretes gravam constantemente, a exemplo do Coral das Lavadeiras de Almenara, um CD organizado por Carlos Farias, onde as trabalhadoras interpretam as músicas, em sua maioria de domínio público, cantadas na labuta diária nas margens do Rio Jequitinhonha. Ou ainda, o artesanato de barro ou madeira, materializando as feições de um povo sofrido, que tanto luta pela sobrevivência.
O Festivale levanta questões sociais e políticas que remetem diretamente às condições de vida da população. Ele é um instrumento de resistência contra a política de destruição da cultura popular. Apesar das dificuldades para sua produção, ele resiste ano após ano. E vem crescendo, alimentado pela força destas populações, tornando-se capaz de impulsionar cada vez mais a vontade de resistir e lutar pela chama dessa rica cultura. O Vale do Jequitinhonha, tão aclamado com o slogan de “Vale da Miséria” apenas para fazer alardes sobre a pobreza e nunca para resolvê-la, jamais tem as suas verdadeiras qualidades exaltadas — como a sua literatura e arte — pelos governos e pelo monopólio das comunicações.
No Vale é fácil perceber que o folclore e a cultura popular não são coisas mortas, imóveis, velhas, manifestações do tempo dos avós, que não existem mais. Ao contrário, são parte da vida do povo, na sua origem e nos seus costumes. Embora estejam em transformação constante, são permanentes. São a expressão da vida e da coragem do povo pela luta diária. A realização do Festivale externa o que existe no cotidiano de uma região brasileira. Mostra o trabalho do povo do Vale e do povo brasileiro. Não é arte que agrada somente aos velhos, mas também a moços, crianças e adolescentes. Nacional, tipicamente brasileira, forjada nas dificuldades da resistência no campo e nas pequenas cidades e, apesar da massificação da enlatada cultura ianque, resiste bravamente.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Abertas as inscrições para as oficinas do 32ª Festivale"
    Atenção!
O prazo limite para as incrições é até o dia 15 fe julho de 2015.

 1-Literatura-Prof.Guilherme Nogueira(UFVJM)

 2-Flauta de Pífano-Prof.Daniel Magalhães-Belo Horizonte

 3-O Ator Criador-Prof.Clara Trupi de Ovos y Assovios-Mogi das Cruzes-SP

 4-Construção de Brinquedos-Prof.Wellison Pimenta-Belo Horizonte

 5-Pinturaa e Bordado em Tela- Prof. Diomilton Ferraz-Almenara 

 6- Contração de Histórias-Prof. Marcelo Costa- Juiz De Fora

 7-Iniciação Teatral-Prof.Harley Winter-Belo Horizonte

 8-Técnica Vocal-Prof.Bete Antunes-Montes Claros

 9-Dança Afro-Prof.Evendro Passos-Belo Horizonte

 10-Arte Circense-Prof.Danilo Alves-Pedra Azul

 11-Cerâmica-Prof.Ulisses Mendes-Itinga

 12-Rap-Prof.Renegado-Belo Horizonte

"Somos a força-motriz, a alavanca,
a massa, o braço forte do brasil.
somos o alicerce da pátria,
o piso, o teto, a parede.
somos o gol, a vitória,
a força que levanta,
sustenta e balança a rede."
                           Gonzaga
Entre os dias 26 de julho a 1º de agosto a cidade de Salto da Divisa voltará a sediar  o Festivale (Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha) comemoração que tem como objetivo resgatar e divulgar manifestações culturais da região .  
O atual prefeito Ronaldo Peixoto  afirma  ser importante  mostrar as  riquezas do  Vale, que consistem em sua arte, seu povo e sua cultura,por esse motivo mobilizou os grupos culturais da cidade  para assinarem uma carta para a FECAJE (Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha ) na intenção de trazer o evento,  que em 2015 completará 25 anos, para o Baixo Jequitinhonha. A  32ª edição contará com diversas manifestações culturais, como  música , dança , teatro ,cursos, oficinas, feira de artesanato, shows ,debates e noite literária. 


Gonzaga no encontro do FESTIVALE

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"Não jogue lixo no chão, chão é pra plantar semente
Pra dar o bendito fruto pra alimentação da gente
O peixe que sai do rio, o amor que sai do peito
A água limpa da fonte, um sentimento perfeito
A terra que tudo cria não pede nada demais
Ser tratada com carinho para vigorar a paz
Não jogue lixo no chão, nem rios, lagos e mares
A terra é nossa morada onde habitam os nossos pares
A natureza é quem cria o amor imediatamente
Milagre que faz da vida bendito fruto do ventre
Se queres sabedoria aprenda isto de cor
A terra é a mãe da vida, útero, ventre maior
Não jogue lixo no chão, chão é pra plantar semente
Pra dar o bendito fruto pra alimentação da gente."


                                                                   Poema de Rubinho do Vale



"...Minha gente vou mostrar como é que é
O forró tradicional da minha terra
A gente dança até o raiar do dia
Esbanjando alegria no forró de pé de serra
O dançador tira a moça pra dançar..." 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Você que anda com o pé rachado e com a palha atrás da orelha.Com a aba do chapéu na testa e se vira da noite pro dia.
Você que banha no fanado e que tira ouro de bateia.
Que faz da vida uma festa e adora falar poesia.
Desculpe seu doutor mas receba os comprimentos meus
Eu fico com a filosofia do mestre joão de deus.
A saudade me maltrata e me faz olhar no calendário
Pra ver se faltam poucos dias pra ouvir o tambor do rosário.
                       (Verono)
Tem gente que acredita 
Que ele indica um pote de ouro
Mas o grande tesouro é o amor que ele traz
Quem for capaz de entender a beleza das cores
Vai entra nos encantos que a natureza traz
Um manto de flores 
E um canto de paz...

            Rubinho do Vale
Alexandre Cosso (Idene), André Quintão (Sedese) Ronaldo Peixoto (Prefeito de Salto da Divisa) e o Secretário Estadual de Cultura, Angelo Osvaldo.

Ronaldo Peixoto(Prefeito de Salto da Divisa)

domingo, 14 de junho de 2015

"Vale, vida, versos e viola
Com muito amor são 20 anos de folia 
Viva! viva! viva! o Festivale
Feira de arte, oficina e cantoria."

                        Rubinho do Vale
''Meu coração bate forte de alegria Quando vai chegando o dia da folia começar.Eu vou pro Vale passar a semana inteira Numa festa brasileira de cultura popular. Eu vou de ônibus eu vou de trem , me espera meu bem. O vale é um pouco longe devagar eu chego lá.''
                         Rubinho do Vale